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Veículo caiu em área de escoamento após alagamento esconder os limites da pista; é o segundo acidente registrado no mesmo local em 2026... ...
Veículo caiu em área de escoamento após alagamento esconder os limites da pista; é o segundo acidente registrado no mesmo local em 2026...
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Imagens captadas por uma câmera instalada em um caminhão mostram o momento em que a Toyota Hilux conduzida por Keniel tenta realizar uma ultrapassagem. Durante a manobra, o veículo colide na lateral de uma carreta que trafegava no sentido contrário, sai da pista e capota às margens da rodovia.
Segundo informações apuradas, havia forte neblina na região no momento do acidente, o que pode ter comprometido a visibilidade dos motoristas.
Keniel chegou a ser socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar de Ji-Paraná, mas não resistiu aos ferimentos. Natural de Vilhena, ele morava em Cacoal há cerca de cinco anos e era proprietário de uma empresa do ramo de panificação.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Brasil entra em campo contra a Escócia, enquanto México, Coreia do Sul, Marrocos e Canadá também buscam vaga nas oitavas...
O destaque do dia fica para o confronto entre Brasil e Escócia, que pode definir a liderança do Grupo C e encaminhar a classificação da Seleção Brasileira para o mata-mata.
Além dos brasileiros, seleções como México, Canadá, Marrocos e Coreia do Sul entram em campo de olho em uma vaga nas oitavas de final. Os resultados desta rodada serão fundamentais para o desenho da próxima fase do Mundial.
Brasil tenta confirmar favoritismo diante da Escócia
Após vencer o Haiti por 3 a 0 na rodada anterior, a Seleção Brasileira encara a Escócia às 19h (de Brasília). Com nomes como Vinicius Júnior, Matheus Cunha e Bruno Guimarães, o Brasil busca manter a boa fase e encaminhar a classificação.
A Escócia chega pressionada depois da derrota para Marrocos e precisa de um resultado positivo para seguir sonhando com uma vaga nas oitavas.
Canadá e Suíça disputam liderança
Pelo Grupo B, Canadá e Suíça se enfrentam às 16h. As duas equipes chegam embaladas por bons resultados e fazem um confronto direto pelas primeiras posições da chave.
No mesmo horário, Bósnia e Herzegovina e Catar também entram em campo em duelo que pode ser decisivo para as chances de classificação.
México quer manter campanha sólida
Líder do Grupo A, o México enfrenta a República Tcheca às 22h e tenta confirmar a boa campanha construída até aqui. Os mexicanos contam com o apoio da torcida e chegam como favoritos para o confronto.
Também às 22h, África do Sul e Coreia do Sul fazem duelo direto por pontos importantes na luta pela classificação.
Jogos da Copa do Mundo hoje; veja horários
16h00 - Canadá x Suíça
16h00 - Bósnia e Herzegovina x Catar
19h00 - Escócia x Brasil
19h00 - Marrocos x Haiti
22h00 - República Tcheca x México
22h00 - África do Sul x Coreia do Sul.
fonte - SBT NEWS.
Keniel Luiz Alves, de 26 anos, conduzia uma caminhonete quando colidiu com uma carreta durante manobra em trecho com forte neblina entre Presidente Médici e Ji-Paraná...
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Imagens captadas por uma câmera instalada em um caminhão mostram o momento em que a Toyota Hilux conduzida por Keniel tenta realizar uma ultrapassagem. Durante a manobra, o veículo colide na lateral de uma carreta que trafegava no sentido contrário, sai da pista e capota às margens da rodovia.
Segundo informações apuradas, havia forte neblina na região no momento do acidente, o que pode ter comprometido a visibilidade dos motoristas.
Keniel chegou a ser socorrido e encaminhado para uma unidade hospitalar de Ji-Paraná, mas não resistiu aos ferimentos. Natural de Vilhena, ele morava em Cacoal há cerca de cinco anos e era proprietário de uma empresa do ramo de panificação.
As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Após a PM pedir reforço, o suspeito foi localizado escondido nos fundos da casa e tentou atacar novamente os militares, mas foi atingido por disparos de arma de fogo e morreu.
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Um policial militar teve a mão esquerda ferida após ser atacado com um facão por um homem suspeito de violência doméstica, durante uma ocorrência em Arenápolis, a 234 km de Cuiabá, na noite de domingo (21). Já durante a madrugada desta segunda (22) o agressor foi baleado por outra equipe policial e morreu.
Imagem de uma câmera de segurança mostra o momento em que o policial chega correndo no Pronto Atendimento acompanhado de outra militar.
Segundo a Polícia Militar, uma mulher de 39 anos chamou a PM após ser agredida pelo homem e ter o celular destruído. De acordo com a PM, durante a abordagem, o suspeito avançou contra os militares com um facão, e atingiu a mão esquerda de um policial.
Diante da situação, a equipe recuou para socorrer o policial e pediu reforço de outra equipe. O PM recebeu atendimento no Pronto Atendimento e foi transferido para o Hospital Municipal de Cuiabá.
Ainda segundo a Polícia Militar, o suspeito foi localizado escondido nos fundos da casa, ainda armado com o facão. Ao atacar novamente os militares, foi atingido por disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
O policial ferido passou por cirurgia na mão e permanece internado em observação. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
fonte - Por g1 MT.
Antes da partida, o público poderá participar de um aulão de zumba, que começa às 16h30, seguido por apresentações de DJs locais. Após o jogo, o grupo Forró dos 3 anima a festa até as 22h.

Sucesso de público, a Rua do Hexa integra as ações promovidas pela Prefeitura de Porto Velho para fortalecer o sentimento de pertencimento dos cidadãos porto-velhenses à cidade, proporcionando momentos de integração, lazer e convivência que ficam marcados na memória da população.
De acordo com o prefeito Léo Moraes, este é um momento para que a população se una em torno da torcida pela Seleção Brasileira, aproveitando uma programação pensada para toda a família.
“Vamos celebrar este momento que a nossa cidade está vivendo. Venha para a Rua do Hexa, traga a sua família e viva a sua cidade. A programação é especial, voltada para as famílias, e conta com uma estrutura que garante conforto e segurança para todos”.
Mais do que acompanhar o jogo da Seleção Brasileira, a Rua do Hexa se consolidou como um espaço de encontro, convivência e valorização da nossa cultura. Preparamos uma programação especial para que as famílias possam torcer juntas, se divertir e aproveitar a cidade com segurança e alegria”, destacou Débora Figueiredo, presidente da Funcultural.
Além de dois telões para a transmissão da partida, a Rua do Hexa conta com banheiros climatizados, praça de alimentação e espaços instagramáveis para registros e interação do público.
Texto: João Paulo Prudêncio
Edição: Secom
Foto: Arquivo / Secom
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).
Caso avance em primeiro lugar do Grupo C, jogo dos 16 avos será em horário comercial...
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Na fase inédita, intitulada 16-avos, o Brasil pode ter diferentes adversários a depender de sua colocação na chave. O horário dos jogos também varia de acordo com o confronto que terá pela frente.
A Seleção Brasileira lidera o grupo com quatro pontos e depende apenas de si para avançar como líder da chave.
Veja cenários dos jogos do Brasil na Copa
Brasil passa em 1º lugar
Brasil passa em 2º lugar
Brasil passa em 3º lugar
Na possibilidade da Seleção passar em terceiro lugar na chave, a data de cada confronto do mata-mata seria definida conforme a posição entre os melhores terceiros colocados.
FONTE - Mariana Valbão, da CNN Brasil.
Entenda a matemática por trás do Grupo C, do Brasil, no Mundial; até em caso de derrota a Seleção pode garantir sua vaga...
Mas até mesmo o pior dos cenários, uma derrota, pode garantir a Seleção no mata-mata finalizando a rodada na terceira colocação, algo inédito na sua história. Entenda abaixo.
Classificações do Brasil em Copas
A Seleção Brasileira está habituada a se classificar em primeiro lugar no grupo, fato que colabora principalmente para a logística de deslocamento das seleções.
Em 2010, na África do Sul, o Brasil terminou em 2º no Grupo G, atrás de Portugal, com duas vitórias e um empate na campanha. O mesmo aconteceu em 1974 e em 1978, quando o Mundial ainda tinha outro formato.
Mas, se perder para a Escócia, o Brasil fica com quatro pontos, e o time europeu vai a 6. Se Marrocos vencer o Haiti, vai a 7, assumindo a ponta, e derrubando a Canarinho para a terceira colocação.
Novo regulamento ajuda os terceiros
Neste ano, além dos dois primeiros colocados de cada chave, os oito melhores terceiros colocados também garantem presença no mata-mata.
O novo formato amplia as possibilidades de classificação, mas também torna a disputa mais equilibrada. Em muitos casos, uma equipe pode avançar mesmo sem vencer uma partida, desde que apresente uma campanha superior às demais seleções que terminarem na terceira posição de seus grupos.
A briga promete ser boa mesmo entre essas equipes que não foram tão bem nas primeiras rodadas. Até o fim do fechamento desta reportagem, cinco das oito mais bem colocados entre as terceiras somavam o mesmo número de pontos, com a ordem de classificação sendo decidida nos critérios de desempate.
Confira:
FOTO - REPRODUÇÃO
Terceiros colocados no mata-mata não são novidade
Embora seja uma novidade neste ano, o formato já foi utilizado pela Fifa em outras edições de Copa.
Nos Mundiais de 1986, 1990 e 1994, o torneio contava com 24 seleções divididas em 6 grupos. À época, além dos dois primeiros colocados, os quatro melhores em terceiro lugar avançavam para as oitavas de final.
Em 1994, por exemplo, a Itália se classificou como terceira colocada de seu grupo, e chegou à final do torneio, perdendo para o Brasil - que conquistou o tetracampeonato.
Já em 1990, a Argentina foi quem passou para as oitavas de final em terceiro lugar de sua chave e também disputou a final, porém, foi derrotada pela Alemanha.
A partir de 1998, 32 seleções passaram a disputar a Copa do Mundo, no formato conhecido até a edição de 2022, quando os dois melhores de cada um dos oito grupos avançavam.
FONTE - Da CNN Brasil.
Deputada federal denuncia corte de recursos para candidaturas prioritárias e cobra transparência na distribuição do fundo eleitoral para 2026...
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) tornou pública nesta terça-feira (23) uma série de críticas à direção nacional do PSOL. Em publicação no X (antigo Twitter), a parlamentar afirmou estar “chocada e decepcionada” com decisões da legenda relacionadas à distribuição de recursos financeiros para as eleições de 2026 e acusou o partido de descumprir acordos firmados com lideranças.
Segundo Erika, ela e outros dirigentes optaram por continuar no PSOL com o objetivo de ajudar a legenda a superar a cláusula de barreira e ampliar sua representação no Congresso Nacional, contribuindo para a sustentação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, a deputada afirma que os compromissos assumidos pela direção partidária não estão sendo respeitados, o que, segundo ela, compromete a viabilidade de candidaturas consideradas estratégicas para o partido.
"É um absurdo que a direção partidária feche os olhos para essa realidade. Hoje, Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede, em sua primeira candidatura, teria exatamente a mesma prioridade que eu. Manuela Davila, que acabou de chegar ao partido, tem previsão de receber mais que o dobro. Respeito a trajetória deles e adoraria vê-los eleitos, mas isso é o privilégio branco e cis sobrepondo tudo: os acordos feitos conosco, cálculos eleitorais sérios…", escreveu.
A parlamentar destacou que sua condição de mulher negra e travesti exige, para ela, uma estrutura diferenciada para a realização de campanhas eleitorais, especialmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Erika argumenta que os custos com deslocamento e segurança são elevados e que a falta de recursos adequados pode não apenas prejudicar seu desempenho eleitoral, mas também colocar sua integridade física em risco.
Outro ponto de crítica foi a decisão da executiva nacional, presidida por Paula Coradi, de alterar a política interna de inclusão que estabelecia critérios específicos para repasses financeiros com recortes de gênero, raça e pessoas com deficiência. Para Erika Hilton, a mudança representa um retrocesso justamente em um momento em que a Justiça Eleitoral tem reconhecido a importância de mecanismos que promovam maior equidade na disputa eleitoral.
A deputada afirmou ainda que o problema não se restringe à sua candidatura. Ela mencionou lideranças como Renata Souza, no Rio de Janeiro, Rick Azevedo e o deputado estadual Carlos Giannazi, em São Paulo, como exemplos de nomes que, segundo sua avaliação, também estariam sendo prejudicados pela atual política de distribuição de recursos do partido.
Ao final da publicação, a parlamentar cobrou mais transparência e diálogo da direção nacional. Erika afirmou que ninguém pretende retirar recursos de candidaturas iniciantes, mas defendeu que o partido priorize lideranças com maior capacidade de mobilização popular e potencial eleitoral. “Exigimos que a direção cumpra a sua palavra”, escreveu.
Em nota enviada ao SBT News, a direção nacional do PSOL disse que a distribuição dos recursos eleitorais está “em conformidade” com os objetivos da legenda. O partido disse que a estratégia busca eleger mais representantes e “derrotar a extrema-direita” nas eleições de outubro.
A sigla também afirmou que Erika Hilton está entre as pessoas que mais recebem recursos de campanha, considerando os limites do fundo eleitoral e os critérios internos de distribuição adotados pelo partido.
Segundo a nota, a proposta de distribuição dos recursos ainda será votada nas instâncias partidárias e considera metas eleitorais da legenda. O PSOL informou que o modelo estabelece um teto com o maior valor possível para todos os detentores de mandato que disputarão a reeleição, considerados pela sigla como principais puxadores de voto.
"[O PSOL] posiciona a campanha de Érika Hilton como maior investimento entre todas as candidaturas proporcionais do partido, diante do limite de recursos disponíveis e da necessidade de financiamento das demais candidaturas, tanto majoritárias quanto proporcionais em todas as Unidades da Federação", defendeu o partido.
Quatro vítimas foram esfaqueadas na tarde de terça-feira (23) e morreram. Agressor foi baleado pela PM e já chegou morto no hospital...
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O crime ocorreu por volta das 14h40 da terça-feira (23), na avenida Presidente Arthur da Silva Bernardes, no bairro Coronel Joaquim Lopes.
Não há imagens da morte de Thais Ramos Gonçalves, primeira vítima do caso e companheira do agressor, assassinada dentro de casa, nem de Sidnei de Jesus Silva. As gravações registram apenas as ações que resultaram nas mortes de Alexandre José Ribeiro e Sérgio Adriane dos Santos.
No vídeo, é possível ver o momento em que Igor Moreira chega de moto a um posto de combustíveis com uma faca na mão. Os frentistas se afastam e conversam com ele, que vai embora com dinheiro roubado.
Minutos depois, o agressor chega a outro estabelecimento, conversa com Sérgio Adriane dos Santos e o atinge com golpes de faca no peito e no ombro.
Em outra imagem, Alexandre José Ribeiro aparece ensanguentado no meio da rua, enquanto Igor Moreira pilota a motocicleta.
A Polícia Militar informou que ele foi contido após ser baleado pelos militares e encaminhado pelos próprios policiais ao Hospital São João Batista, em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
A motivação do ataque ainda será apurada pela Polícia Civil. A suspeita de surto psicótico e uso de entorpecentes também é investigada.
As vítimas são:
Thais Ramos Gonçalves, de 31 anos: professora da rede pública, companheira do agressor e mãe de uma menina. Será sepultada no distrito de Monte Celeste, em São Geraldo. A primeira a ser morta.
Sidnei de Jesus Silva, de 31 anos: trabalhava com serviços gerais, casado e pai de uma menina. Será sepultado em Visconde do Rio Branco. Não se sabe tinha relação com o agressor. Foi o segundo a ser morto.
Alexandre José Ribeiro, de 45 anos: será sepultado em Visconde do Rio Branco. Não tinha relação com o agressor. Foi o terceiro a ser morto.
Sérgio Adriane dos Santos, de 55 anos: lavador de carro. Será sepultado em Visconde do Rio Branco. Não tinha relação com o agressor. Foi o quarto a ser morto.
Além das mortes, um homem de 34 anos deu entrada no hospital com ferimentos leves. O estado de saúde dela era estável até a noite de terça-feira.
fonte - Por g1 Zona da Mata — Visconde do Rio Branco.
Montezuma Cruz*
Graças às diretrizes do ex-governador Humberto Guedes, o penúltimo do Território Federal de Rondônia, o antigo Ministério do Interior e a Superintendência de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste (Sudeco) concederam recursos e possibilitaram a contratação de técnicos que deixariam praticamente prontas as bases da nova unidade federativa. O ex-secretário territorial de planejamento, Luiz César Auvray Guedes, filho dele, e o economista Sílvio Persivo, que trabalhou nessa área nos últimos anos do Território, relatam fatos que consagram o ex-governador na organização do futuro estado.
O coronel de Exército e ex-governador faleceu aos 103 anos, quinta-feira (18), em Brasília.

“Quando cheguei a Rondônia em meados de 1975 encontrei uma unidade da federação com cerca de 140 mil habitantes, dois municípios e algumas pequenas comunidades ao longo da BR-364”, lembra Luiz César Guedes.
“Do ponto de vista da estrutura de governo, as condições gerais eram muito precárias, tanto por falta de pessoal, quanto, propriamente, por uma organização incapaz de enfrentar qualquer desafio”, ele assinala.
"Enquanto a situação era letárgica seria possível continuar como estava sem grandes consequências, porém, o processo migratório mudou totalmente esse cenário. Todas as deficiências ficaram expostas e deixaram reveladas a incapacidade de o Governo enfrentá-las com um mínimo de sucesso”, explica o ex-secretário Luiz César.
Receitas públicas eram restritas às dotações previamente fixadas, lembra por sua vez o economista Sílvio Persivo: “O governo enviava a Brasília formulários sobre valores repassados e gastos, e a maior parte das despesas se dava com custeios (pessoal, consumo e serviços.”
“Era uma dura realidade”, ele constatava na Coordenação de Planejamento (Coplan).” Por mais que existisse competência ou disposição das autoridades, ou até mesmo compreensão do que acontecia, o volume de reivindicações era infinitamente superior ao limite da capacidade financeira disponível; as necessidades eram ilimitadas, os recursos limitados.”
Planejamento forte
“O coronel Humberto da Silva Guedes era um militar preparado, um intelectual”, afirma Persivo. “De todos os governadores que conheci, exceção feita a Paulo Nunes Leal, que escreveu sobre Rondônia, ele foi o único a escrever sobre o Território e projetar seu futuro”, afirma o economista, que trabalhou no planejamento.
“A partir do pensamento de se preparar para criar o estado, o secretário Luiz César transformou a secretaria de governo em planejamento e os departamentos em secretarias, criando assim um embrião de estrutura”, lembra Persivo.
Essa decisão resultou em apoio do Ministério do Interior e da Sudeco. A chegada e a contratação de técnicos ensejaram a mudança – a fase que Persivo classifica de “pensar o futuro estado.”
“Tudo atendia ao norte dado pelo governador Humberto Guedes. O objetivo era criar um estado que fosse espacialmente e economicamente equilibrado”, ele assinala.
Impulso agropecuário

Justamente a partir dessa fase, historicamente ocorreu a gestação do projeto do estado. “Levamos em conta os projetos de colonização criados e instalados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA)”, relata Persivo.
Apoiado pelo governo territorial, o coordenador regional do INCRA, capitão Sílvio Gonçalves de Farias, deu sustentação à agropecuária Antes e durante esse período (1975-1980), colonos assentados já ofereciam alho, arroz e milho em feiras públicas e nas ruas de Ji-Paraná, a 367 quilômetros de Porto Velho, e Ouro Preto do Oeste, a 30 Km dali. Parte da produção de arroz era vendida ao Departamento (estado) do Beni, na Bolívia.
Em 1976 a Fundação de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul treinava as equipes, reunindo-se com representantes de classes, INCRA, Ceplac, Caerd, Ceron, Embrapa, Aster (depois Emater), Fundação Sesp, secretarias e prefeituras. Todos se manifestavam e encaminhavam pedidos.
Persivo tira da memória um a um dos técnicos e especialistas que deram seu quinhão de esforços pelo futuro estado: “Gente de qualidade e com ideias: Álvaro Lustosa Pires, Assis Canuto, Edgar Cordeiro, Jacob Atallah, Jorge Elage, Jerzy Badocha, Luiz Carlos Coelho de Menezes, Luiz Paulo Caetano Dias, José Mesch, Marcelino Pontes Moreira, Maurilio Galvão, Álvaro Costa, Jussara Gottlieb, e William Curi. “Há outros, posso até cometer injustiça”, reconhece.
“Lembro-me que viajei com Maurílio Galvão, Cláudio Damasceno, José Aldenor Neves (todos economistas) e mais um tanto de gente, para conhecer a realidade rondoniense”, diz.
Apoio de Universidades Federais
A esses nomes se juntaram técnicos externos trazidos para treinar, discutir ideias, teorizar. Segundo Persivo, eles não participavam diretamente da abertura de cidades, uma tarefa confiada aos técnicos locais, “mas entraram para a história com louvor.”
Outros mencionados: o ex-prefeito de Porto Velho, Antônio Carlos Cabral Carpintero e Roberto Luís de Melo Monte-Mór, responsáveis pela hierarquização das cidades do Território. Carpintero era da Universidade de Brasília (UnB) e Monte-Mór, pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Da Universidade de São Paulo (USP), o geógrafo Milton Santos (cujo centenário de nascimento é em 2026) trabalhou as bases para projetar onde seriam criadas algumas cidades
De acordo com Persivo, participaram efetivamente: Jorge Elage e os arquitetos José Mesch – que cuidou muito de Ariquemes –, Luiz Antônio da Costa e Silva, Sheila Bailão e outros que definiam a abertura das ruas e da estruturação geral. Elage foi titular da Coordenação de Desenvolvimento e Articulação com os Municípios (Codram).
A Secretaria de Articulação com Estados e Municípios (SAREM), do Governo Federal, destinava recursos para custear projetos.
Ocupação territorial
Para o ex-secretário Luiz César, o processo de ocupação territorial tinha uma característica anômala: “Quem recebia o imigrante era o INCRA, responsável pelo assentamento das famílias em seus diferentes projetos; ao Governo do Território cabiam as ações de saúde, educação, moradia, infraestrutura urbana, segurança e outras funções típicas de um estado”, ele explica.
“As duas entidades públicas careciam de um mínimo de planejamento comum, em muitos aspectos sofriam de uma concorrência pela ausência de diálogo e, muitas vezes, adotavam medidas que tornavam ineficientes os resultados esperados”, conta Luiz César.
“Tanto o INCRA quanto o Governo de Rondônia estavam submetidos às normas de uma autarquia federal, ou seja, dependentes de decisões provenientes de Brasília”, lembra.
Charles Mueller, a UnB presente
Notadamente após 1976, a migração ficou alarmante, criando sérios problemas no processo de assentamento e na formação desorganizada de uma série de núcleos urbanos.
A política de pessoal no Território era conduzida pelo Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP). O Sistema Judiciário estava subordinado ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, em Brasília.
Segundo Luiz César, a mais importante fonte de recursos para investimentos no Território provinha do Programa de Polos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia (Polamazônia), cuja coordenação cabia à Sudeco. “Essas amarrações administrativas e de competência indicavam claramente que a solução mais adequada seria a criação do Estado de Rondônia”, assinala.
A secretaria adotou medidas que viabilizassem soluções de longo prazo e fossem compatíveis com a estruturação de condições para elevar o Território a mais um Estado da Federação, dispondo de autonomia para conduzir seu destino.
Rodovias e energia elétrica
Qual foi, então, o desafio?
Luiz César: “Conseguir um programa para atender essa proposta, de forma a que esse novo estado conseguisse cumprir suas obrigações com a população. Rondônia apresentava graves deficiência em sua infraestrutura rodoviária e de energia elétrica, duas áreas essenciais para pensar num projeto de desenvolvimento.”
Um estudo de consultoria produziu vasto trabalho de planejamento rodoviário para Rondônia. No caso da energia, a solução viria pela construção da usina hidrelétrica do Samuel, no Rio Jamari, e no salto do Teotônio, no Rio Madeira.
“O Governo entendia que a criação de Rondônia não poderia ser efetivada por uma decisão meramente política, sem considerar verdadeiros indicadores econômicos que assegurassem a viabilidade financeira do Estado. Assim, o primeiro movimento foi a contratação do professor Charles Mueller, da UnB”, explica o ex-secretário.
Muller montaria uma equipe formada por diferentes profissionais com o propósito de elaborar um programa de desenvolvimento preparatório para a criação do Estado de Rondônia. “Os estudos, lembra Luiz César, indicariam os investimentos necessários para que, num prazo de dez anos Rondônia alcançasse determinado estágio de crescimento econômico que asseguraria os meios necessários ao funcionamento saudável de uma estrutura administrativa de governo.”
Os investimentos calculados, a pré-criação do estado, seriam apresentados ao Governo Federal.
Nas discussões internas na secretaria, os técnicos constatavam a exigência de um encaminhamento bem qualificado, pois isso indicaria as ações necessárias à organização espacial de Rondônia (municípios) e o estabelecimento de um programa de hierarquização e investimentos públicos nas áreas de saúde, educação, segurança, saneamento e outras funções de governo.
Milton Santos: espaço e urbanização

“Para tal, por indicação do arquiteto Sylvio Sawaya, entramos em contato com o geógrafo Milton Santos que aceitou nossa proposta”, lembra. Formado na Universidades de Estrasburgo e Federal da Bahia (campus Ondina), Santos foi considerado o “construtor da geografia cidadã” e se destacava nos estudos de urbanização do Terceiro Mundo nos anos 1970.
Em 1979, último ano do Governo Guedes, Milton Santos concluía seu trabalho: Espaço e Urbanização no Território de Rondônia; Realidade Atuais, Perspectivas e Possibilidades de Intervenção.
Com a crescente evasão dos pequenos proprietários, o geógrafo contribuiu na concepção dos Núcleos Urbanos de Apoio Rural (NUARs). Mais tarde, com a atuação da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de Rondônia (Codaron), ao menos a metade alcançaria a condição de município.
Leia também - O legado de Guedes é o estado (1)
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