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Nikolas chama Lula de “bandido” e diz que destino de Moraes é a cadeia

O tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) não era consenso entre os organizadores da manifestação deste domingo (1º/3)

Durante manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, na tarde deste domingo (1º/3), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ignorou a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). No discurso, em ato pela primeira vez desde a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o foco foram ataques a Lula e impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).



Em cima do trio, Nikolas chamou o atual do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “bandido” e puxou coro de “Lula Ladrão, seu lugar é na prisão”.


“Quem devia estar na cadeia não é Jair Bolsonaro, não. Quem devia estar na cadeia chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. O maior corrupto que já pisou aqui nesse país. Ou seja, por que perseguir um homem que até hoje não conseguiu colocar absolutamente nada na ficha criminal dele? Tudo cai”, afirmou Nikolas.


O parlamentar destacou que uma das principais bandeiras atuais da direita no país é derrubar o veto ao PL da Dosimetria, que recalcula e reduz as penas dos condenados por crimes da trama golpista e dos atos de 8 de janeiro de 2023.


Em relação a Dias Toffoli, Nikolas também subiu o tom. “Foi ele quem iniciou o inquérito das fake news. Não tem como ter a esposa de um ministro com contrato de milhões com o Banco Master. (…) Eu sei que há também uma vontade da esquerda de até derrubar o Toffoli, porque eles estão brigados. Eles estão achando que a gente pode derrubar um e depois vai parar. Se a gente derrubar um, cai outro, cai [Alexandre] Moraes, cai todo mundo“, alegou o parlamentar. “O destino do Alexandre de Moraes não é impeachmet. O destino dele é cadeia”, disse.


O tom das críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, não era consenso entre os organizadores do evento.


Além do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a agenda reúne as presenças de Valdemar Costa Neto, presidente do PL; dos deputados federais Guilherme Derrite (PP-SP), Sóstenes Cavalcante (PP-RJ), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Mário Frias (PL-SP), Rosana Valle (Partido Liberal-SP), Bia Kicis (PL-DF), Marcos Pollon (PL-MS), e dos deputados estaduais Lucas Bove (PL-SP), Coronel Telhada (PP-SP) e Valéria Bolsonaro (PL-SP), entre outros.


No páreo ao Senado

Derrite, que é pré-candidato ao Senado na chapa à reeleição de Tarcísio, comemorou a inclusão ao PL Antifacção da proibição do voto por presos provisórios.


“E este ano, em 2026, aquele que comemorou, que foi o mais votado nos presídios, não vai comemorar mais. Acabamos com direito ao voto dentro do presídio. Chega de bandido votar, porque a gente sabe que eles votam. Fiquem todos com Deus”, disse.


Também convidado a discursar, Mário Frias, cotado para a segunda vaga de candidato ao Senado por São Paulo, reforçou ser “radicalmente cristão”. “Muita gente diz que a gente é extremo, que a gente é radical. E a gente é radical, sim, a gente é radicalmente cristão. A gente é radicalmente temente a Deus. A gente é radicalmente patriota e radicalmente Bolsonaro”, afirmou no palanque.


Outra concorrente à mesma vaga, Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo e nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), fez elogios à madrinha política. “Eu quero registrar aqui e fazer uma referência especial à nossa primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que tantas e tantas vezes esteve aqui na Paulista e o seu discurso, as suas lágrimas nos emocionaram. Michelle, o povo paulista, o povo brasileiro te ama”, disse.


Na sexta-feira (27/2), Valdemar afirmou ao Metrópoles que quem decidirá o nome do partido para a disputa do Senado em São Paulo será o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Segundo ele, a tendência é que seja alguém “mais ideológico e bolsonarista”.


“O Eduardo quer participar disso também. Eu acho que nós sairíamos com uma vaga e provavelmente o Derrite com a outra. Essa é a minha opinião. Agora vai ter muita conversa pela frente. Acho que quem for o candidato do Bolsonaro ganha a eleição. Acho que ele vai pegar um camarada que tem a marca da direita. Mais ideológico, mais próximo dele, mais bolsonarista. Ele gosta disso”, disse Valdemar após evento em sua homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).


Caiado e Zema

Caiado prometeu anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aos outros condenados pelos atos golpistas de 2022.


“Quero saudar o Nikolas [Ferreira], esse jovem que teve a coragem também de levantar a bandeira do Acorda Brasil e caminhar pelo país todo, mostrando a cara e a sua competência. Flávio Bolsonaro, meu amigo senador da República pré-candidato, saiba que eu, ao meu lado também o governador de Minas Gerais, nós estamos com o mesmo objetivo, aquele que chega lá, eu já disse: o primeiro ato será anistia plena, geral e irrestrita no 1º de janeiro de 2027”, declarou Caiado.


No discurso, o governador de Goiás também destacou o “poder de mobilização” de Bolsonaro, mesmo preso.”Esse homem que conseguiu levantar o Brasil, e dizer em alto e bom som: vamos caminhar pela liberdade e a democracia plena”, afirmou.


Outro pré-candidato, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) defendeu o fim da “farra dos intocáveis”, em referência ao ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Estão em Brasília e se consideram acima de todas as leis, não vamos nos vergar, não vemos permitir que esses absurdos que estão acontecendo continuem”, argumentou.


Eduardo exilado

Por meio de uma chamada de vídeo, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro também se pronunciou, mas defendeu o pleito do irmão. “Não é sobre partido político, nem sobre eleição. A eleição é só a ferramenta, o caminho talvez mais rápido para gente levar justiça que vai ser traduzida em anistia, se Deus quiser, com a eleição de Flávio Bolsonaro presidente e uma bancada de senadores e deputados federais fortes e valentes”, disse.


Atualmente, Eduardo está nos Estados Unidos. O filho do ex-presidente é réu no STF por coação devido à atuação contra autoridades brasileiras. (Metrópoles)

Ataques do Irã deixam pelo menos nove mortos em Israel

Mais de 20 pessoas estão recebendo tratamento em hospitais

Ao menos nove pessoas morreram após o Irã lançar mísseis contra Israel. Um prédio residencial que fica perto de Jerusalém foi atingido e deixou seis pessoas mortas, segundo a polícia israelense. A outra vítima é de Tel Aviv.



Com os ataques iranianos, mais de 20 pessoas estão recebendo tratamento em hospitais. A ofensiva ocorre após Israel lançar, na manhã deste domingo (28), uma nova onda de mísseis em território iraniano. Em resposta, o Irã atinge proximidades de Jerusalém e em Tel Aviv.

Homem faz ex refém, atira nela e entra em pânico ao ver a polícia

Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito procurou a vítima com a intenção de reatar o relacionamento

Uma jovem de 22 anos foi baleada pelo ex-companheiro na noite de sexta-feira (27/2), no distrito de Rio Preto, em Iguaí, no sudoeste da Bahia. O homem, de 28 anos, foi preso em flagrante por tentativa de feminicídio.



Segundo informações da Polícia Civil, o suspeito procurou a vítima com a intenção de reatar o relacionamento. Diante da negativa, a situação evoluiu para violência.


A jovem chegou a ser mantida sob ameaça e, durante a ação, foi atingida por disparos de arma de fogo no braço. Apesar dos ferimentos, ela não corre risco de morte.


Com a chegada das equipes policiais, o homem fugiu em direção a uma área de mata próxima. Ainda no local, efetuou novos disparos e, em seguida, atirou contra o próprio pescoço. Ele foi socorrido e encaminhado para o hospital de Itapetinga, onde permanece internado sob custódia policial.


Durante a ocorrência, os agentes apreenderam um revólver calibre .32 e dinheiro em espécie. O caso foi registrado na 1ª Delegacia Territorial de Itapetinga, que formalizou a prisão por tentativa de feminicídio. (Metrópoles)

Homem é assassinado na zona Leste da capital

Agentes do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) irão seguir as investigações

O homicídio aconteceu no início da madrugada deste domingo (01) no ramal do Ouro, bairro Planalto II, zona Leste da capital de Rondônia.



Um homem ainda não identificado foi morto brutalmente a golpes de faca e pauladas na cabeça.


A Polícia Militar foi acionada e  isolou o local do crime após a constatação do óbito feita pelo Samu.


A princípio ninguém teria visto o momento do crime e o corpo foi encontrado posteriormente por moradores da região.


Agentes do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) irão seguir nas investigações do caso.


Rondoniaovivo

Irã nomeia aiatolá que vai comandar o país até escolha de novo líder

Ao lado do presidente e do chefe do Judiciário, Alireza Arafi comandará temporariamente o Irã até a escolha de um novo líder supremo

Alireza Arafi (foto em destaque) foi nomeado neste domingo (1°/3) como membro jurista do Conselho dos Guardiões, órgão responsável por comandar temporariamente o Irã e escolher um novo líder após a morte do líder supremo, Ali Khamenei, nesse sábado (28/2).



Junto dele, assumem o controle temporário do país o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.


Segundo o Artigo 111 da Constituição iraniana, quando um líder supremo morre, cria-se um conselho de transição até que um novo mandatário seja eleito pela Assembleia de Peritos, que é um painel de líderes religiosos.


O conselho funcionará até que 88 membros da Assembleia de Peritos escolham um novo líder supremo.


A informação já havia sido divulgada pelo chefe de segurança do Irã, Ali Larijani. Segundo ele, os Estados Unidos e Israel “tentaram arquear e desmembrar o Irã”. Ele destacou que “os bravos soldados e a grande nação do Irã darão uma lição inesquecível aos opressores internacionais”.


Ataques dos EUA e Israel ao Irã

O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 201 pessoas mortas e 747 feridas no país, de acordo com a mídia local. As ofensivas começaram na madrugada de sábado.

Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças”, e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.

Morte e sucessão de Khamenei

A agência de notícias Fars informou que Khamenei “foi martirizado” pela manhã enquanto trabalhava em seu escritório localizado na capital Teerã.


Horas antes do anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia confirmado a informação. Nas redes sociais, o chefe da Casa Branca chamou a liderança de “uma das pessoas mais perversas da história” e convocou a população iraniana para “recuperar” o país.


Na prática, o ataque promovido pelos exércitos norte-americano e israelense busca forçar uma mudança de regime. Na avaliação do professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), João Alfredo Lopes Nyegray, a possibilidade de isso ocorrer é mínima.


Atualmente, o principal cotado para a sucessão é Mojtaba Khamenei, de 56 anos, segundo filho mais velho de Ali Khamenei. Político e clérigo, Mojtaba é visto como uma figura influente dentro da Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo o professor, a chegada dele representaria uma continuidade ideológica do regime.


“Se isso acontece, toda a Guarda Revolucionária vai apoiar o filho do Khamenei e a gente vai ter uma continuidade ideológica. Uma coisa é cair o governante, outra coisa é cair o governo. E eu nunca vi bomba e bombardeio mudar regime”, pontua o especialista.

O professor avalia ainda que é pouco provável que uma eventual mobilização da população iraniana influencie no processo de sucessão. Segundo ele, o regime iraniano foi construído para dificultar tentativas de deposição.


Antes do ataque, fontes da inteligência dos EUA avaliaram que o vácuo de liderança em uma eventual operação de deposição de Khamenei seria preenchido pela Guarda Revolucionária Islâmica, de acordo com a CNN.


Outro elemento que traz incerteza para o cenário é a falta de clareza sobre as lideranças do regime que foram neutralizadas ou ainda permanecem vivas. De acordo com a agência Al Jazeera, a filha, o genro e o neto de Khamenei também morreram no ataque, mas os nomes das supostas vítimas não foram revelados.

7 pontos-chave sobre o conflito entre EUA e Israel com Teerã

Os impactos no mercado, especialmente no petróleo, ainda não estão claros, mas alguns ativos digitais se valorizaram em meio ao tumulto

(Bloomberg) — Os EUA e Israel lançaram ataques coordenados e massivos com mísseis contra o Irã, que mataram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Os ataques tiveram como alvo o aparato militar do país e foram planejados para impedir que ele desenvolva uma arma nuclear.



O Irã respondeu com ataques de mísseis contra alvos em todo o Oriente Médio. Os impactos no mercado, especialmente no petróleo, ainda não estão claros, mas alguns ativos digitais se valorizaram em meio ao tumulto.


Khamenei e a sucessão

O presidente Donald Trump afirmou, em uma postagem em rede social, que Khamenei, apenas o segundo líder supremo do Irã desde a fundação da República Islâmica em 1979, foi morto. Trump chamou Khamenei de “uma das pessoas mais malignas da História” e reiterou seu apelo para que o povo iraniano se levante e derrube o regime.


A mídia estatal iraniana inicialmente rejeitou as alegações de Trump, mas por volta das 5h da manhã em Teerã, a TV oficial confirmou a morte do líder supremo, dizendo que ele foi morto em seu complexo de escritórios. As autoridades decretaram 40 dias de luto nacional.


A morte de Khamenei levanta a questão de quem governará o Irã em seguida, já que ele não havia designado publicamente um sucessor. A Assembleia de Especialistas é o órgão clerical responsável por escolher o líder supremo.


No período interino, um conselho composto pelo presidente, pelo chefe do Judiciário e por um jurista do Conselho Guardião assumirá as funções de liderança. Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse que um conselho de liderança temporário se reunirá no domingo.


Alvos

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que os militares atacaram instalações de comando e controle do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), capacidades de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e bases aéreas militares. Pela primeira vez, os EUA utilizaram drones de ataque unidirecionais de baixo custo em combate, segundo publicação do Centcom na plataforma X.


Trump disse que o bombardeio ao Irã continuará ao longo da semana. Os militares dos EUA afirmaram que não havia relatos de baixas ou ferimentos de combate entre americanos.


A TV estatal iraniana informou no sábado que 201 pessoas foram mortas e 747 ficaram feridas nos ataques, citando o Crescente Vermelho. Cerca de 85 pessoas morreram após um míssil atingir uma escola primária feminina na província de Hormozgan, de acordo com a semi-oficial Agência de Notícias dos Estudantes Iranianos (ISNA).


O comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, estavam entre os altos funcionários mortos nos ataques.


Retaliação generalizada

O Irã lançou uma onda de ataques com mísseis e drones contra bases americanas e aliados na região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Arábia Saudita. Autoridades mostraram postura desafiadora, com Larijani prometendo que os ataques de domingo seriam mais fortes do que os do dia anterior. Até Omã, que antes havia sido em grande parte poupado, foi alvo de ataques no domingo.


Sistemas de defesa estavam abatendo mísseis e drones sobre os arranha-céus reluzentes e bairros ricos de Dubai, onde moradores relataram ter ouvido mais explosões no domingo. O CENTCOM confirmou alguns danos “mínimos” a instalações dos EUA. Israel também foi alvo.


Num sinal do crescente isolamento do Irã, países de todo o Golfo estão intensificando suas críticas aos ataques iranianos. Embora os Estados árabes sunitas do Golfo historicamente tenham mantido relações tensas com o Irã, de maioria xiita, nos últimos anos países como Arábia Saudita e Emirados vinham tentando melhorar as relações. A crise atual deve representar um revés para esses esforços.


Petróleo

Os mercados de petróleo estão precificando um “ciclo de escalada ampliado”, empurrando o Brent em direção a US$ 80 por barril após os ataques dos EUA ao Irã, de acordo com análise da Bloomberg Intelligence. A Opep+ concordou em princípio no domingo com um aumento ligeiramente maior na produção de petróleo no próximo mês, disseram delegados, à medida que o conflito ameaça impulsionar ainda mais a alta dos preços do petróleo.


O transporte de petróleo e gás segue amplamente paralisado no Estreito de Hormuz, enquanto o Irã intensifica as ameaças a navios que transitam pelo estreito. Mohsen Rezaei, membro do Conselho de Discernimento da Conveniência do Sistema — órgão que assessora o líder supremo do Irã — disse na TV estatal que “nenhum navio americano tem permissão para entrar no Golfo Pérsico”. Mais cedo, os EUA haviam alertado embarcações a se manterem afastadas do Golfo Pérsico e do Mar da Arábia, especificamente a 30 milhas náuticas de ativos militares americanos.


Um pequeno petroleiro, que aparentemente está sob sanções dos EUA por ajudar o Irã a exportar combustíveis, foi alvo de ataque na costa norte de Omã, embora ainda não esteja claro quem foi o responsável.


Perturbações em viagens

Companhias aéreas em todo o Golfo Pérsico estenderam a suspensão de operações à medida que os ataques retaliatórios do Irã entram no segundo dia, causando grandes interrupções em alguns dos aeroportos mais movimentados do mundo. A Emirates, maior companhia aérea internacional do mundo, suspendeu movimentos de voo por tempo indeterminado, enquanto a Etihad Airways estendeu os cancelamentos até as 2h da manhã de segunda-feira. A Qatar Airways informou que todos os voos seguem suspensos e que fornecerá uma atualização às 9h de segunda-feira.


Vários aeroportos no Golfo foram atingidos pelo fogo cruzado. O Aeroporto de Abu Dhabi relatou que uma pessoa morreu e várias ficaram feridas durante a noite, depois que o emirado interceptou um drone iraniano. Os principais aeroportos de Dubai, Bahrein e Kuwait também foram atingidos.


Impacto nos mercados

Todos os olhos estarão voltados para os mercados de energia quando as negociações forem totalmente reabertas na segunda-feira, disseram traders macro, com sinais iniciais de volatilidade também esperados quando o dólar americano e outras moedas começarem a ser negociadas na Austrália.


O simples temor de uma ação militar já havia impulsionado o preço do petróleo na semana passada. O Brent subiu 2,5%, para US$ 72,48 por barril na sexta-feira, o maior fechamento desde julho. No ano, o contrato já acumula alta de quase 20%.


O Bitcoin, por sua vez, ensaiou uma recuperação tímida. Os preços subiram até 2,2%, para US$ 68.196, após o Irã confirmar a morte de Khamenei, antes de recuar para cerca de US$ 66.500 às 6h em Nova York.


Política interna dos EUA

Em um vídeo de oito minutos divulgado imediatamente após o ataque, Trump tentou justificar a ofensiva contra o Irã, apresentando-a como necessária para eliminar um adversário que, segundo ele, espalhou terror muito além de suas fronteiras e matou seu próprio povo, mais recentemente nas manifestações que sacudiram o país.


Ele instou o povo iraniano a se levantar contra a teocracia que governa o país desde 1979, dizendo que o governo era “de vocês para tomar”. Fora algumas postagens em sua própria plataforma de mídia social, o presidente tem permanecido em grande parte fora de cena pública desde o início do conflito.


Até agora, a reação no Congresso se divide majoritariamente segundo as linhas partidárias, com algumas exceções. Os republicanos em geral manifestam apoio à ação militar, enquanto democratas pedem uma votação de uma resolução que limitaria a autoridade do presidente para conduzir ataques.


© 2026 Bloomberg L.P.

Presidente do Irã diz que morte de Khamenei é “declaração de guerra”

“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e idealizadores deste crime histórico”, disse Pezeshkian na TV estatal

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que reagir a morte do aiatolá Ali Khamenei é um direito e uma obrigação da república islâmica, em comunicado neste domingo (1º). A morte do líder supremo do Irã foi confirmada pelo Irã neste sábado (28) durante os ataques de EUA e Israel.


“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e idealizadores deste crime histórico”, disse Pezeshkian na TV estatal.


Pezeshkian definiu o ataque como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”.


Anúncio da morte

A emissora exibiu imagens de arquivo do aiatolá com uma faixa preta em sinal de luto enquanto uma apresentador, vestido de marrom e preto, lia um comunicado oficial.


“A grande nação do Irã lamenta pela nobre alma do líder”, disse o âncora, que parecia emocionado.


O texto afirmava ainda que Khamenei morreu durante o mês sagrado do Ramadã e descrevia sua trajetória como a de uma autoridade religiosa “reverenciada”.


Segundo a TV, o líder supremo “provou o néctar do martírio” e “ascendeu aos céus”. “À Allah pertencemos e a Ele retornaremos”, afirmou o apresentador.

No anúncio transmitido em rede nacional, a emissora não mencionou diretamente o ataque à residência do líder, atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel, ao confirmar a morte. A informação havia sido divulgada horas antes nas redes sociais pelo presidente americano, Donald Trump.


Durante a programação especial, a TV estatal repetiu trechos de discursos antigos de Khamenei e exibiu registros de cerimônias religiosas e encontros com autoridades. O governo iraniano decretou 40 dias de luto oficial e sete dias de feriado nacional.


O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou em um comunicado na mídia estatal iraniana que a morte do líder supremo só tornaria o Irã mais determinado a continuar em seu caminho. O comunicado condenou as ações dos Estados Unidos e de Israel e prometeu punir sua agressão.


Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, prometeram no domingo, 1, a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e os Estados Unidos, após os ataques lançados desde a véspera que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei.


“A operação ofensiva mais feroz da história das forças armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveram os Guardiões na plataforma de mensagens Telegram. (com Estadão Conteúdo)


Macaquinho “dá baile” nas ruas de Vilhena antes de ser capturado e devolvido à natureza; veja

Animalzinho foi filmado nas proximidades do Parque de Exposições

Na tarde de ontem, um macaquinho “deu show” ao ser filmado nas proximidades do Parque de Exposições de Vilhena. O pequeno animal atravessou a rua, mas diante do assédio de curiosos, acabou entrando novamente no parque através de um buraco no muro.

 


Embora o animal não estivesse ameaçando ninguém, uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi mobilizada para tentar capturá-lo, pois havia o risco de atropelamento do bichinho, que antes de fugir, chegou a se abrigar em uma árvore.


Horas mais tarde, o macaco acabou sendo pego em um trecho da avenida Perimetral no bairro Barão de Melgaço. Após a captura, ele deverá ser devolvido ao seu habitat natural em áreas mata nas proximidades da zona urbana.

 

Fonte: Folha do Sul

Avião da Força Aérea que caiu na Bolívia estava carregado de dinheiro

Aeronave transportava cédulas novas. Queda deixou mortos, feridos e levou ao fechamento do aeroporto de El Alto, perto de La Paz

O avião da Força Aérea da Bolívia que caiu nesta sexta-feira (27/2) em El Alto transportava cédulas novas destinadas à reposição de dinheiro em espécie no país. Após o acidente, o presidente do Banco Central, David Iván Espinoza Torrico, esclareceu que o material transportado “não tem valor legal” enquanto não passa pelo processo oficial de circulação.


A aeronave caiu nas proximidades do Aeroporto Internacional de El Alto, próximo a La Paz, por volta das 18h (horário local), mobilizando bombeiros, policiais e equipes de emergência.


Relatos preliminares da mídia local, com base em informações de resgate, apontam ao menos 15 mortos e cerca de 30 feridos, embora o balanço oficial ainda não tenha sido consolidado.


Dinheiro novo e fora de circulação

O presidente do Banco Central explicou que as cédulas transportadas ainda não possuíam valor legal, pois não haviam sido formalmente incorporadas ao circuito monetário. Ele também pediu que a população que recolheu notas após a queda as devolvesse às autoridades.

De acordo com o banco, o dinheiro tinha como destino final os cofres nacionais e estava embalado para procedimentos de verificação e autorização antes de entrar em circulação. O órgão ressaltou que os recibos e cédulas transportados não podem ser usados em transações até que o processo oficial de recebimento e validação seja concluído.


As autoridades ainda informaram que a remessa possui cobertura de seguro “porta a porta” e que protocolos de salvaguarda e verificação foram acionados após o acidente.


Rastro de destruição em avenida

O comandante do Corpo de Bombeiros Nacional, coronel Pavel Tovar, confirmou as fatalidades e alertou que o número de mortos pode aumentar à medida que as equipes avancem na remoção dos destroços. A aeronave caiu perto de uma avenida, nas proximidades do aeroporto, e atingiu diversos veículos que estavam na pista.


“Entre os veículos envolvidos, estavam micro-ônibus, vans particulares e, até mesmo, um caminhão, todos atingidos quando a aeronave caiu na área. Alguns veículos ficaram completamente destruídos, e entre os destroços, há pessoas mortas”, disse Tovar.


A polícia também confirmou a existência de feridos, mas ainda não divulgou um balanço oficial. 


Felipe Bunes projeta vitória por nocaute contra mexicano no UFC

Felipe Bunes volta ao octógono após seis meses para participar do UFC Fight Night neste sábado (28/2), no México

Acontece, neste sábado (28/2), o UFC Fight Night, no México. Entre os brasileiros, Felipe Bunes vai enfrentar Édgar Chairez, sendo o único brasileiro a lutar contra um mexicano na noite. O evento começa a partir das 22h (horário de Brasília). Antes de subir ao octógono, Felipe concedeu entrevista ao Metrópoles e projetou a luta no UFC Fight Night.



Felipe volta a lutar depois de seis meses parado. Antes do retorno aos octógonos no México, o brasileiro falou sobre a luta e comentou a preparação para enfrentar Édgar Chairez.


“Treinamos bastante, vamos em busca do nocaute. O Edgar é um mexicano que gosta da trocação, mas vamos andar pra frente o tempo todo e em busca do nocaute a qualquer momento”, iniciou.

“Quando recebi a ligação do meu empresário eu nem vi quem era o adversário, já falei pra aceitar. Ele tem um jogo bom, tem um tempo que venho buscando lutas na trocação e é isso que o público gosta“, apontou o brasileiro.



“Ele dificilmente busca a luta agarrada, a gente vai se chocar se ele ficar andando pra frente o tempo todo, ele caminha errado, ele não consegue dar contra-golpes andando pra trás e nossa estratégia é essa, andar pra frente o tempo todo pra finalizar em pé”, avaliou Felipe.


Aos 36 anos, essa será a quarta luta de Felipe Bunes pelo UFC. Nascido em Natal, o lutador comentou que a paixão pelo esporte começou pelos jogos de videogame e desenhos animados que gostava.


“Eu sempre gostei muito de brincadeiras de luta, videogame e sempre assisti Dragon Ball. Por causa do desenho eu sempre quis sair na porrada brincando com os meus colegas. Assim, parti para o jíu-jítsu e depois pro MMA”, comentou sobre o início da carreira.


Felipe Bunes conquistou a Legacy Fighting Alliance (LFA) em 2023. A modalidade é uma categoria de acesso para o UFC. Sobre o feito, o lutador detalhou a campanha em busca do cinturão, que começou em 2021, e como isso impactou no convite para a maior organização de artes marciais.


“Vi que os Estados Unidos seria a minha grande porta para entrar no UFC. Fui para lá em 2021, fiz duas lutas no LFA em 2022, perdi uma e ganhei a outra. E no dia 6 de dezembro de 2023 eu ganhei o cinturão”, lembrou.

“Eu não sentia nenhuma emoção quando ia lutar. Essa luta pelo título foi assim, sabia que o japonês era muito bom de nocaute mas já tinha projetado que ia nocautear ele com a minha esquerda e foi isso que aconteceu, a ficha só caiu quando colocaram o cinturão em mim”, narrou o lutador.


UFC Fight Night

Por fim, Felipinho projetou a luta contra Édgar Chairez e disse estar pronto para derrubar o mexicano no octógono mais tarde.


“Vou andar muito pra frente no primeiro round caso ele não aguente a pressão. No segundo vou fazer de tudo para nocautear ele, o momento do nocaute vai acontecer. Não tem erro, ele vai cair hoje. Édgar, eu espero que você esteja muito bem preparado, que você me dê uma boa luta, a gente vai cair na porrada e você vai cair”, provocou o brasileiro.


Além de Felipe Bunes, outros dois brasileiros duelam no UFC Fight Night neste sábado. Douglas Silva de Andrade encara o colombiano Javier Reyes no peso-pena e Ryan Gandra enfrenta o Jose Daniel Medina no peso-médio. (Fonte: Metrópoles)


Confira o card completo:


Brandon Moreno vs Lone’er Kavanagh (Peso-Mosca)

Marlon Vera vs David Martinez (Peso-Galo)

Daniel Zellhuber vs King Green (Peso-Leve)

Edgar Chairez vs Felipe Bunes (Peso-Mosca)

Imano Rodriguez vs Kevin Borjas (Peso-Mosca)

Santiago Luna vs Angel Pacheco (Peso-Galo)

Ryan Gandra vs Jose Daniel Medina (Peso-Médio)

Ailin Perez vs Macy Chiasson (Peso-Galo Feminino)

Cristian Quiñonez vs Kris Moutinho (Peso-Galo)

Douglas Silva de Andrade vs Javier Reyes (Peso-Pena)

Regina Tarin x Ernesta Kareckaité (Catchweight)

 Erik Silva vs Francis Marshall (Peso-Pena)

Damian Pinas vs Wes Schultz (Peso-Médio)

Ataques ao Irã deixam ao menos 201 mortos e cerca de 750 feridos

Ofensiva atingiu 24 das 31 províncias iranianas

A ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, desencadeada neste sábado (28), deixou ao menos 201 pessoas mortas e 747 feridas.



A informação é atribuída a um porta-voz da Sociedade Crescente Vermelho, organização civil humanitária, e foi reportada por agências de notícias, como a árabe Al Jazeera.


Ainda segundo a Crescente Vermelho, 24 das 31 províncias iranianas foram alvo de ataques. Províncias são organizações territoriais administrativas, equivalentes aos estados aqui no Brasil.


De acordo com a Agência de Notícias da República Islâmica (Irna, na sigla em inglês), um dos ataques foi em uma escola de meninas, em Minab, sul do Irã, deixando ao menos 85 alunos mortos e 60 feridos. Cerca de 50 pessoas ainda estavam sob escombros. 


Ofensiva e reações

Os ataques dos Estados Unidos e de Israel aconteceram dois dias depois de uma rodada de negociações entre os americanos e os iranianos a respeito dos limites do programa nuclear do Irã. O país alega que a tecnologia nuclear tem fins pacíficos. No entanto, os Estados Unidos e alguns aliados, especialmente Israel, não aceitam o desenvolvimento nuclear iraniano.


Diversos países, entre eles o Brasil, condenaram a ofensiva deste sábado. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu um cessar-fogo na região.


Ao justificar os ataques, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse defender os americanos. 


Em retaliação, o Irã atacou países vizinhos que abrigam bases militares americanas. De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Hamid Ghanbari, o país tem o direito de se defender. 

Netanyahu diz ter “sinais” de que Ali Khamenei morreu em ataque

Paradeiro é desconhecido de líder supremo iraniano é desconhecido. Declaração de líder israelense foi feita durante pronunciamento

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter “sinais” de que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu durante os ataques coordenados pelos Estados Unidos e o exército israelense, neste sábado (28/2), à capital Teerã. O paradeiro de Khamenei é desconhecido.



Em um pronunciamento à população, o premiê afirmou que há “vários sinais” de que o aiatolá “não está mais entre nós”. Netanyahu também garantiu que a operação contra o Irã “continuará enquanto for necessário”.


Segundo a agência de notícias Reuters, uma autoridade de alto escalão do governo israelense disse sob anonimato que Khamenei está morto e que o corpo do líder supremo já foi encontrado.


Autoridades iranianas negam a morte do líder supremo. À emissora ABC News, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estão “sãos e salvos”.


Imagens de satélite feitas pela Airbus neste sábado (28/2) mostram a situação da residência do líder supremo do Irã, na capital Teerã, após o ataque.


Entenda o ataque contra o Irã

Após semanas de tensão, os Estados Unidos, em ação coordenada com Israel, atacaram o Irã na manhã deste sábado. A ação, segundo o presidente norte-americano Donald Trump teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã.


Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, informaram as autoridades norte-americanas.


Segundo o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, o líder Ali Khamenei está vivo “até onde se sabe”. Nas redes sociais, ele avaliou que o “Irã punirá aqueles que matarem nossas crianças. Nossa inimizade não é com o povo americano, que está sendo enganado mais uma vez”, disse.


O governo brasileiro se posicionou contra os ataques e expressou “grande preocupação” diante da situação.


“Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, disse o governo em nota.

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