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Casos de depressão aumentam 70% em Rondônia e já atingem 113 mil pessoas, indica pesquisa

Capital Porto Velho, no mesmo período, teve um dos números mais expressivos. Dos rondonienses com depressão, 36,2% usaram medicamento para a doença.

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) divulgou nesta sexta-feira (20) que os casos de depressão em pessoas acima de 18 anos aumentaram cerca de 70% no estado de Rondônia, entre 2013 e 2019.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013 eram 67 mil pessoas diagnosticada com depressão em Rondônia. Já no ano passado haviam 113 mil com o mesmo diagnóstico.

A capital Porto Velho, no mesmo período, teve um dos números mais expressivos. Subiu de 4 mil pessoas com depressão para 21 mil em um período de seis anos.

Os dados da PNS indicam ainda que, dos rondonienses com depressão, 36,2% usaram medicamento para a doença, 21,9% faziam psicoterapia e 16,1% possuíam grau intenso ou muito intenso de limitações nas atividades habituais.

“Entre os estados da Região Norte, Rondônia tem a maior proporção de pessoas com mais de 18 anos com diagnóstico de doença mental (como esquizofrenia, transtorno bipolar, psicose ou TOC): 5%”, indica o IBGE.

Sintomas da depressão

 

Profissionais da psicologia indicam alguns sinais de alerta vermelho para os sintomas da depressão: falta de ânimo ou energia incapacitante; não se sentir capaz para se arrumar, pentear o cabelo, tomar banho; não se sentir capaz de executar pequenas atividades domésticas ou de home office; automutilação; ter pensamentos obsessivos.

A depressão tem vários graus de intensidade: leve, moderada e grave. Em grande parte, as mulheres são mais acometidas.

A falta de informação e discussão sobre este tema, de acordo com a OMS, ajuda a agravar epidemia que tem se tornando a comum sobre a população.

Casos que não são devidamente diagnosticados e tratados podem causar sérios problemas, evoluindo para um quadro clínico pior ou até mesmo a morte voluntária.

Onde buscar ajuda

 

Em médicos, psicólogos e CAPS, caso tenha no município que a pessoa reside. Há também uma entidade chamada Centro de Valorização da Vida – CVV, que realiza atendimentos por telefone e ajuda em orientações sobre depressão e ansiedade.

O telefone de contato é 188 e o atendimento é gratuito e sigiloso.

Fonte
G1RO