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Musa trans da Sossego fala sobre inclusão no carnaval: ‘Sou respeitada’

Priscila Reis estreia como musa da escola na noite deste sábado (22).

A noite deste sábado (22) é de estreia para Priscila Alves. A comerciante e estudante de nutrição está em seu segundo carnaval, mas no primeiro como componente da escola de Niterói. Ela também conversou com o G1 sobre como é a aceitação com o fato de ser trans no mundo do samba.

“A minha história com o carnaval está só começando. É um sentimento muito recente, mas eu tenho certeza que me encontrei com o carnaval. É tudo tão bonito, tão alegre. Não tem como se apaixonar.”

Priscila conta que, ainda que recente, sua participação no mundo do samba é muito bem sucedida. Ela garante que não sofre nenhum tipo de preconceito.

“Principalmente, as mulheres me abraçaram com muito carinho. É óbvio que, como em qualquer ambiente, tem aquelas pessoas desagradáveis. Ouço vez ou outra um comentário ou piadinha. Mas, na maioria, eu só recebo carinho e apoio. Fui muito bem recebida.”

“Mas não tem essa, ser trans é ter que dar a cara a tapa para sobreviver e se fazer respeitar. Faço o que for necessário para a minha sobrevivência.”

Com uma fantasia avaliada em R$ 10 mil, Patrícia diz que investiria mais se tivesse condições. “A vontade é estar sempre mais luxuosa e bonita. Faço que posso, mas queria poder investir mais”, diz ela, que vem representando a vaidade da mulher.

Musa da Inocentes de Belford Roxo — Foto: Marcos Serra Lima/G1
Musa da Inocentes de Belford Roxo — Foto: Marcos Serra Lima/G1
Fonte
G1
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