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Mãe desabafa sobre se sentir desvalorizada por ficar em casa com os filhos

No Facebook, a norte-americana expôs sentimentos doloridos que a assolam, como ter inveja de mulheres que parecem ser mais valorizadas por trabalharem fora.

Cada vez mais, as redes sociais têm sido espaços para mães dividirem suas diferentes experiências com a maternidade e esse foi o caso da norte-americana Bridgette Anne. No fim de janeiro, ela publicou um texto no Facebook em que fez uma reflexão forte sobre sentir-se desvalorizada por ficar integralmente em casa com os filhos em vez de trabalhar fora.

Sem rodeios, ela pontuou como as pessoas que estão de fora da situação podem ter uma visão equivocada do que é cuidar 24 horas por dia dos pequenos. “Todo mundo pensa que ficar em casa o tempo todo, sendo uma mãe, é fácil. Que nós temos sorte de podemos não ter que trabalhar. Que nós somos preguiçosas. Que ficar em casa não é um trabalho de verdade, por isso não temos nada para reclamar. Só que isso não é verdade… É solitário e esmagador para caramba”.

Para exemplificar quanto a situação a tem consumido, Bridgette detalhou circunstâncias em que fica com a sensação de que ela está se dividindo em milhares mesmo sendo uma só.

“Você não consegue pausas, a não ser que eles estejam dormindo e, mesmo assim, você usa esse tempo livre para limpar as coisas. Você luta para encontrar diferentes maneiras de entretê-los por literalmente 12 horas, todos os dias. Você usa as mesmas roupas, que cheiram a suor e lágrimas, por dias, porque elas já estão manchadas e não compensa estragar outras peças. Você esquece o que significa ser ou se sentir um indivíduo, porque toda a sua experiência agora gira em torno daquela criança”.

E, assim, Bridgette continuou a discorrer com muita sinceridade diferentes situações que a levam para o sentimento de esgotamento. Inclusive, ela expôs como tudo isso também a faz sentir inveja de mulheres que trabalham fora de casa por parecerem ser mais validadas. “Você olha para as mães que trabalham e você se sente ciúmes, porque você gostaria de ter uma desculpa para ter uma conversa de adulto sem ser interrompida”.

Por fim, ela explicou que também era uma das pessoas que julgavam mães como ela, só que isso mudou ao se ver dentro dessas situações doloridas. “Agora, eu sei. As pessoas que diziam que vão estar lá para te ajudar em tudo vão desaparecer, e você ficará com essa sensação de que está falhando. Minha casa não está limpa. Eu não estou limpa, as louças não estão limpas. Eu já gritei hoje, eu já chorei, e eu me sinto extremamente culpada que o meu filho esteve aqui para testemunhar isso. Mas eu estou sozinha… E eu me sinto solitária”, finalizou.

Fonte: bebê.abril

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