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Ativista contra o racismo, Colin Kaepernick encerra processo contra a NFL

O jogador de futebol americano Colin Kaepernick, ativista contra o racismo e a brutalidade policial contra minorias nos Estados Unidos, chegou a um acordo extrajudicial com os representantes da NFL, a liga profissional americana. Sem atuar desde a temporada de 2017, quando acabou dispensado pelo time San Francisco 49ers, o quarterback Kaepernick acusava a NFL de impedir sua contratação por qualquer outra equipe da liga. O acordo também envolveu outro jogador dos 49ers, o safety Eric Reid, que se uniu ao companheiro de equipe nos protestos à beira do gramado.

Toda a querela começou quando Kaepernick, um dos principais jogadores da equipe, passou a ajoelhar durante a execução do hino nacional dos Estados Unidos, uma obrigação protocolar antes do início das partidas da NFL. O ato, segundo o próprio Kaepernick, era um protesto contra a violência policial contra negros no país. “Não ficarei em pé para mostrar orgulho pela bandeira de um país que oprime negros e pessoas de cor”, disse o então camisa 7 dos 49ers. “Para mim, isso é maior que o futebol e seria egoísta da minha parte ignorar esse fato. Há corpos na rua e pessoas recebendo dispensas remuneradas e se livrando de acusações assassinato.”

Sua postura foi logo repetida por dezenas de jogadores de futebol americano e ganhou apoio de diversos segmentos da sociedade, o que incomodou inclusive o presidente americano Donald Trump, que se pronunciou contrariamente ao ato diversas vezes na sua conta no Twitter: