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VILHENA: Mesmo com lei restringindo tráfego de carretas no centro da cidade, acidentes envolvendo veículos pesados continuam acontecendo

Falta de fiscalização faz com que caminhões continuem sendo estacionados em locais proibidos

Mesmo com a lei municipal 4.686 de 2015 em vigor, e que delimita o perímetro de tráfego no município para carretas e caminhões, assim como proíbe o estacionamento destes em vias públicas, pessoas continuam sendo vítimas de acidentes e até mesmo perdendo a vida pela imprudência de alguns caminhoneiros, que infringem a lei e pela falta de fiscalização dos órgãos competentes.

Desde a aprovação da lei, no ano de 2015, que trouxe mudanças revogando a anterior aprovada em 2005, várias mortes e acidentes graves envolvendo carretas e caminhões dentro do perímetro considerado proibido para fluxo desses veículos já foram registrados, porém, a falta de prestação de contas de gestões anteriores da Semtran (Secretaria Municipal de Trânsito) junto ao Detran/RO obrigou a Polícia Militar a “colocar o pé no freio” nas autuações municipais, que também já não eram suficientes para coibir a imprudência de alguns caminheiros.

Além dos riscos que as carretas oferecem aos pedestres e aos condutores de veículos menores, a infraestrutura das vias urbanas, que não são arquitetadas para suportar o peso deles, também são comprometidas, sem contar os transtornos que os motoristas causam ao estacionarem carretas nas ruas e avenidas, como é o caso de uma vilhenense que mora a cerca de duas quadras de um posto de combustíveis e que afirmou não suportar o barulho causado pelos caminhoneiros diariamente nas madrugadas, quando acordam para seguir viagem e começam a aquecer os motores e bater ar nas cabines.

“Quando saímos de casa temos que tomar muito cuidado pois sempre tem carretas estacionadas dos dois lados da via, mesmo tendo um posto de gasolina perto”, relatou a moradora, indignada.

De acordo com a lei acima citada, além do tráfego proibido no perímetro urbano, que já está devidamente sinalizado, tais veículos também só podem ser estacionados em garagens particulares ou em pátios de postos de combustíveis, cujos proprietários também não são obrigados a aceitar.

No entanto, nem uma coisa e nem outra ocorre em Vilhena, pois segundo o capitão José Teixeira, secretário adjunto da Semtran, a Polícia Militar só pode autuar nas infrações municipais mediante convênio, mas este se encontra “travado” devido o último firmado entre o município e o Detran ter vencido e um novo não ter sido elaborado devido a falta de prestação de contas da gestão passada.

Ainda segundo o capitão, o último contrato entre o Detran/RO e a Semtran era de 2015 e foi sofrendo aditivos anuais, que só podem ser realizados por no máximo 4 anos. Com o fim desse prazo, é necessário o encerramento do contrato para que outro seja firmado, no entanto, o órgão estadual cobrou do município prestações de contas pendentes, que a nova gestão levou tempo para conseguir colocar em dia.

Com isso foi necessária a suspensão das fiscalizações por parte da Polícia Militar, até que haja a possibilidade da firmação entre de um novo acordo entre o estado e o município.

Enquanto isso, os riscos continuam nas ruas, pois há menos de um mês, Diego Carvalho de Oliveira perdeu a vida após colidir contra a traseira de uma carreta estacionada de forma irregular na avenida Tancredo Neves, no bairro Bodanese e, poucos dias depois, um entregador sofreu ferimentos graves ao colidir da mesma forma próximo a escola Maria Arlete Toledo, no bairro Alto Alegre.

Fonte: Folha do Sul

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