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ASSALTO: Quadrilha mascarada faz arrastão em loja maçônica

Os criminosos não tiveram as suas características observadas porque estavam com os rostos encobertos

Cinco homens assaltaram uma loja maçônica em Itariri, no Vale do Ribeira, na sexta-feira (28) à noite. A quadrilha portava pelo menos uma arma de fogo, mas também utilizou utensílios do próprio local, entre os quais uma espada, para render as vítimas.

Os criminosos não tiveram as suas características observadas porque estavam com os rostos encobertos. Alguns utilizavam camisas para ocultar a face. Outros usavam máscaras idênticas às dos ladrões que roubaram a Casa da Moeda da Espanha, na série La Casa de Papel.

Por enquanto, não há pistas dos assaltantes. A única certeza é a de que eles planejaram o roubo e contaram com informações privilegiadas, conforme disse um dos 12 maçons que estavam na loja, situada na Rua João Pereira de Alencar, 73, altura do KM 369,4 da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, na Chácara Santa Clara.

Sob a garantia de ter o nome mantido em sigilo, esse maçom é um empresário de 67 anos. Ele informou que a quadrilha chegou ao templo da Loja Maçônica Fraternidade de Itariri, às 18h40. Nesse horário estavam no local duas mulheres e um adolescente, filho de uma delas, que preparariam o jantar a ser servido após a reunião.

“Inicialmente, os ladrões renderam as cozinheiras e o filho de uma delas. Depois, foram dominando os irmãos (denominação dos integrantes de uma loja maçônica) à medida em que iam chegando”, contou o maçom entrevistado por A Tribuna.

Ao todo, 12 maçons foram dominados. Agindo de modo truculento, os marginais sabiam os nomes de alguns deles, entre os quais, o do tesoureiro da loja, que portava elevada quantia em dinheiro em razão do seu cargo. As vítimas foram amarradas e obrigadas a se deitar com o rosto voltado para o chão.

As reuniões da Fraternidade de Itariri ocorrem às terças-feiras. Porém, nesta semana, excepcionalmente, a sessão foi transferida para sexta-feira, porque marcaria o término das atividades do semestre.

Esse fato também chamou a atenção das vítimas, não deixando dúvidas de que os ladrões tiveram acesso a dados restritos. Por isso, a Polícia Civil tenta identificar eventuais mentores do roubo, além dos seus executores.

Um provável sexto assaltante também é investigado, porque um desconhecido em uma motocicleta foi visto rondando o perímetro da loja maçônica durante o assalto. A placa e outras características do veículo não foram observadas.

Fonte
A TRIBUNA
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