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Assassinos de Nayara Karine são absolvidos do crime de estupro

Os réus, já condenados pelo crime assassinato da jovem, foram absolvidos de estupro.

PORTO VELHO – RO – O Tribunal do Juri Popular da Capital, encerrou no início da noite desta quinta feira, 16, depois de dois dias de julgamento, o segundo juri dos acusados de estupro e morte da estudante de jornalismo Nayara Karine, morta em janeiro de 2.013.

Os réus, já condenados pelo crime assassinato da jovem  foram absolvidos pelo Conselho de Sentença pelo crime de estupro.

ENTENDA O PRIMEIRO JULGAMENTO:

No primeiro julgamento ocorrido em 31 de março de 2016, eles já haviam sido considerados inocentes por esse crime, mas o conselho de sentença os considerou culpados pela morte.

A condenação por assassinato foi confirmada pelo STJ e STF. Richardson teve a pena mantida em 14 anos e Francisco Plácido teve a pena reduzida, no STJ, de 9 anos para 7 anos e seis meses.

SAIBA COMO OCORREU O SEGUNDO JULGAMENTO:

Os debates foram acirrados. O Ministério Público, titular da açao penal, atuou na acusação através do promotor de justiça, Elias Chaquian Filho.

Os réus tiveram como patrono de defesa dois advogados: Gustavo Dandoline e Giuliano Viecili.

TESE DA DEFESA:

A tese defendida foi de que todos os acusados participaram do crime de estupro coletivo contra a vítima Nayara Karine da Costa.

Na visão dos advogados, o crime merece repúdio. No entanto, a punição não caberia aos acusados Richardson Bruno Mamede das Chagas e Francisco da Silva Plácido, que, segundo os advogados, seriam inocentes.

Para os defensores, Silva Plácido estaria longe da cena do crime, a 12km de distância, conforme alegaram nos debates.

Sobre o outro réu, Richardson, com participação com crime por uso de uma moto, a defesa defendeu dizendo que o veículo era de outro acusado Marco Antônio, segundo eles, o verdadeiro autor do crime perpetrado contra a estudante de jornalismo.

A defesa reclamou ainda que Marco  bem deveria ser pronunciado, mas não foi  de vez que se trata de gente poderosa”.

No final dos trabalhos o conselho de sentença foi persuadido a aceitar e absolveu os réus do crime de estupro.

A sentença, com a decisão do júri, foi lida pelo juiz Enio Salvador Vaz, às 19h40.