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Transporte coletivo de Porto Velho entra em greve

A greve segue por tempo indeterminado.

Os trabalhadores do sistema de transporte coletivo de Porto Velho, entraram em greve na manhã desta sexta-feira (1º) após a demissão de 120 funcionários pela empresa concessionária, ocorrido ontem (28). A greve segue por tempo indeterminado. O secretário municipal de transportes, Nilton Kisner, anunciou que prefeitura pretende cumprir o prazo judicial e lançar o edital para a nova concorrência pública do serviço coletivo.

O anúncio das demissões deixou insegura a categoria de motoristas e cobradores. O Consórcio SIM teria efetivado os cortes de trabalhadores na manhã de ontem, e o Sitetuperon (Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Urbano) imediatamente reuniu a categoria que decidiu pela paralisação. Ontem a tarde, a Semtran e o SIM tentavam contornar uma nova crise, mas os trabalhadores estavam dispostos a parar os serviços de imediato em solidariedade aos demitidos e pela incerteza causada pela crise.

O presidente do Sitetuperon, Francinei Oliveira, disse que não tem como conter a insatisfação e revolta da categoria. “Infelizmente nós não podemos fazer nada e, se essa demissão não for suspensa, a categoria vai paralisar 100%. Ou eles demitem todo mundo ou suspendem essas demissões”, completou o presidente.

Depois da última crise, a empresa Amazontour ficou responsável por administrar o Consórcio SIM, e atende cerca de 60 mil passageiros por dia, com 91 ônibus na ativa, desde o início de fevereiro. Pelos cálculos do Sindicato, os demitidos equivalem a 30 ônibus a menos circulando na Capital, o causará transtornos à população.

O Consórcio tinha pedido um aporte financeiro de R$ 3 milhões de reais da prefeitura, como compensação das tarifas sociais e transporte gratuito, mas os valores foram retidos judicialmente como garantia de pagamento de indenizações aos trabalhadores, à pedido do Sitetuperon.

O secretário Nilton Kisner acredita que a crise somente será resolvida por completo quando sair a nova licitação, dando garantias e prazos à empresa vencedora, considerando que será necessário fazer investimentos no sistema de transportes coletivos.