Saúde

Porto Velho em alerta contra leptospirose

A transmissão da doença ocorre através do contato com a água ou lama contaminada com urina de ratos.

Seis casos de leptospirose estão sob investigação em Porto Velho de acordo com o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron). No período chuvoso, os casos da doença podem aumentar em decorrência das enchentes que invadem as residências, ruas e avenidas, pelo acúmulo do lixo e também pela cheia do rio Madeira, situação que já afetou diretamente mais de 500 famílias. A leptospirose é uma doença transmitida ao homem pela urina de roedores, especialmente ratos.

Em 2018, Porto Velho registrou 52 casos suspeitos, dentre eles, dois foram confirmados e um veio a óbito. A transmissão da doença acontece, principalmente, através do contato com a água ou lama de enchentes contaminadas com urina de animais portadores, sobretudo os ratos. A penetração da leptospirose no corpo, através da pele, é facilitada pela presença de algum ferimento ou arranhão. Também pode ser transmitida por ingestão de água ou alimentos contaminados com urina desses roedores. A manifestação dos primeiros sintomas normalmente acontece de 7 a 14 dias depois que a pessoa é exposta à situação de risco.

Segundo a enfermeira Evelyn Pinheiro, da vigilância epidemiológica do Cemetron, a pessoa que identificar os sintomas deve imediatamente procurar uma unidade de saúde. “A leptospirose mata. Ano passado nós tivemos um óbito. Neste ano uma pessoa ficou vários dias internada na UTI e ontem foi transferida para a clínica. O paciente está tendo uma melhora satisfatória, mas a leptospirose está praticamente confirmada. Estamos esperando apenas um exame retornar do laboratório para confirmar o caso”, conta Evelyn.

(Foto: Roni carvalho – Diário da Amazônia)

Para a doença leptospirose ainda não existe nenhuma vacina para a prevenção. Às pessoas que têm o contato com a água contaminada, é orientado, segundo Evelyn, ficarem atentas ao aparecimento dos sintomas. A pessoa com a suspeita deve procurar uma unidade de saúde.

“Os casos que tem um pouco mais de complicação são encaminhados para o Cemetron que é a unidade de referência, mas também existem os exames laboratoriais. Alguns pacientes são acompanhados apenas em ambulatório, não precisa de internação, é somente em casos mais graves. O médico institui o tratamento e ele volta para a casa e retorna somente para acompanhamento”, informa a enfermeira.

SINTOMAS

Febre, dor muscular, mais específico na panturrilha, náuseas e vômitos, cefaleia, pele e mucosas amareladas e dor de cabeça.

PREVENÇÃO

A população deve evitar: o contato com água ou lama que possam estar contaminados pela urina de rato; contato com água de chuva acumulada em poças ou em locais que possivelmente tenha ratos; tomar banho em biqueiras ou calhas d’água entre outros.

EVITAR

É necessário acondicionar devidamente o lixo, não acumular entulho no quintal; manter limpo e desmatado os terrenos baldios e margens de córregos e lagos; manter o mato roçado; conservar caixas de água, ralos e vasos sanitários bem fechados.

Ao longo do ano passado, porto velho registrou 52 casos suspeitos da doença, dos quais dois foram confirmados pela vigilância.

“Neste ano, uma pessoa ficou vários dias internada na UTI e somente ontem foi transferida para o setor clínico”. Evelyn pinheiro, enfermeira.